29 de setembro de 2010

"Filme - O Quarto Poder"

O filme a se baseia bastante na teoria Hipodérmica, no entanto com mais cautela e apuração já que ela não é mais completamente aplicável atualmente. O guarda de segurança de um museu para reaver seu emprego decide ameaçar a chefe com uma espingarda, para se auto promover e por conseqüência afetar todos a sua volta em nível nacional, fica bem claro que o poder midiático, descrito como o quarto poder, é capaz de influenciar uma vasta gama de pessoas, e com muito sensacionalismo dominar a vida cotidiana de cada um incluindo seus pensamentos.

No filme, o jornalista decide ajudar o guarda de segurança que apesar de não ter pretendido, acabou por estar em uma situação muito comprometedora de seu caráter. É retratado de forma bem humorística e irônica como ocorre à manipulação não só das pessoas que estavam se informando do acontecido, mas também do próprio guarda de segurança que muitas vezes pedia opinião do que fazer para a mídia quase como se fosse incapaz de pensar por si só, reforçando a teoria hipodérmica na situação.

Exclusividade, sensacionalismo, autopromoção, manipulação, o que for preciso para atrair a atenção e obter lucro é feito. A questão é: até que ponto deixa-se de se noticiar um fato para se aproveitá-lo dele, o que é de interesse público e o que é de interesse do público? Quando se analisa um filme como o descrito acima, o resultado mais decepcionante é que apesar de ser um filme, está mais próximo da realidade e da prática do jornalismo hoje do que o quê se estuda em teoria.

A teoria da "bala mágica", como também é conhecida a teoria hipodérmica, tem esse nome por motivos óbvios e literais já que as informações jorradas pela mídia atravessam a nossa pele e se infiltra no nosso corpo como verdade absoluta e incontestável. Muitas vezes quando se discute um assunto usa-se como argumento "mas isso estava no jornal, é dado", será? Toda notícia que corre pelos meios de comunicação de massa foi devidamente, estudada e apurada, mas esta não é a realidade atual, apesar de muitos esforços de uma minoria.

Ronald Farias

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